De um antigo edifício de biblioteca ao clube de póquer offline mais conhecido da cidade. Eis o caminho até aqui.
Três amigos, Miguel Santos, Inês Carvalho e Tiago Almeida, organizavam noites de cartas em casa todas as semanas. O grupo de amigos depressa ficou pequeno para a sala de estar – foi aí que surgiu a ideia de um espaço fixo.
Alugaram o rés do chão de um edifício de uma biblioteca de bairro construído nos anos 1930, então devoluto. Na primeira noite oficial sentaram-se apenas nove jogadores a uma única mesa, à luz de velas, porque a instalação elétrica ainda não estava pronta.
Conseguiram também o espaço ao lado, e assim nasceu o balcão do Wenstofi. Foi então que o primeiro chefe de bar do clube criou o cocktail de assinatura, o Full House, para haver algo para saborear durante as longas apostas.
A pandemia obrigou a fechar as portas durante meses. A comunidade manteve o espírito vivo com noites de quiz online e "kits de fichas" para jogar em casa, até poderem reabrir.
Depois da reabertura, o clube cresceu depressa: dos antigos depósitos da biblioteca criaram-se mais duas salas, com um total de sete mesas e uma sala VIP separada para jogadores de tetos mais altos.
Introduziu-se o sistema de três níveis (Bronze, Prata, Ouro), para que os habituais pudessem voltar semana após semana com descontos e reserva de mesa prioritária.
O Wenstofi orgulha-se hoje de ter centenas de sócios ativos, torneios semanais regulares e a sua própria tabela de campeonato – mas o ambiente continua igual ao da primeira noite à luz de velas.
Segundo Miguel Santos, um dos fundadores do clube, a essência do Wenstofi está em cada pessoa – do principiante total ao jogador de nível de campeonato – encontrar a sua mesa. “O objetivo nunca foi o dinheiro, mas sim ter um lugar onde apeteça vir mesmo a meio da semana para uma ronda.”
Inês Carvalho, responsável pelo bar, acrescenta: “A carta de cocktails também nasceu do jogo de cartas – cada bebida tem o nome de uma mão que um dos nossos habituais ganhou com ela.”